Entenda como a ITG 2002 no terceiro setor atua como o alicerce fundamental para a transparência e a segurança jurídica das instituições sem fins lucrativos.
Em um ambiente regulatório marcado pela automação do fisco e pelo rigor no cruzamento de dados digitais em 2026, seguir as diretrizes do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é indispensável para evitar sanções e garantir a perenidade da missão social.
Abaixo, detalhamos as diretrizes essenciais para manter a regularidade absoluta da sua entidade.
1. Entenda a ITG 2002 e sua importância no terceiro setor
A Interpretação Técnica Geral (ITG) 2002 estabelece os critérios de reconhecimento, mensuração e evidenciação dos fatos contábeis específicos das entidades sociais.
Diferente da contabilidade empresarial, esta norma foca na prestação de contas do impacto social, garantindo que cada recurso recebido seja devidamente rastreado e vinculado à finalidade estatutária da organização.
A correta aplicação da normatização contábil para entidades sociais assegura que o balanço seja uma ferramenta de confiança para doadores, conselhos de fiscalização e órgãos públicos. O descumprimento dessas regras invalida as demonstrações, gera riscos de responsabilização direta dos dirigentes e compromete a obtenção de novos investimentos.
2. Principais erros na aplicação da ITG 2002
2.1. Classificação incorreta das receitas e subvenções
Um dos erros mais críticos é a mistura de receitas com restrição (vinculadas a projetos específicos) com recursos de livre aplicação. A norma exige que subvenções e parcerias públicas sejam reconhecidas no passivo e transferidas para o resultado conforme a execução do projeto, evitando que o balanço apresente uma sobra financeira que ainda não foi efetivamente executada.
2.2. Avaliação imprecisa de doações e voluntariado
A ITG 2002 no terceiro setor impõe que bens e serviços recebidos gratuitamente sejam mensurados pelo seu valor justo (valor de mercado).
- Bens materiais: Devem ser registrados no ativo com base em documentos idôneos, como termos de doação e notas fiscais.
- Trabalho voluntário: É obrigatório reconhecer contabilmente o valor que a entidade teria gasto se contratasse aquele profissional. Omitir esse dado mascara a real dimensão econômica da organização.
2.3. Falta de segregação das despesas por projeto
Não separar custos administrativos de custos finalísticos impede a análise de eficiência da entidade. Instituições que não segregam suas despesas falham em demonstrar o índice de eficiência social, um critério que se tornou decisivo para a aprovação de contas e para a captação de recursos.
2.4. Negligência na depreciação e provisões
Muitas entidades ignoram a depreciação de seus imóveis e veículos ou deixam de provisionar riscos trabalhistas e cíveis. Esse erro cria um patrimônio líquido inflado e oculta dívidas futuras, o que fere o princípio da prudência e as diretrizes da contabilidade para o setor sem fins lucrativos.
3. Impacto da não conformidade contábil
Atualmente, o fisco utiliza inteligência artificial avançada para cruzar dados da Escrituração Contábil Digital (ECD) com movimentações bancárias. Falhas na aplicação da norma geram consequências imediatas:
- Perda de isenções e imunidades: A irregularidade contábil é o gatilho principal para o cancelamento da isenção de tributos como a cota patronal do INSS.
- Bloqueio de certificados (CEBAS): Sem uma contabilidade impecável, a renovação de certificações essenciais é negada pelos sistemas governamentais.
- Desconfiança de investidores: Grandes doadores exigem balanços auditados e em total conformidade com as normas do CFC como pré-requisito para qualquer repasse.
4. Como garantir a regularidade institucional
Para assegurar a plena conformidade com a ITG 2002 no terceiro setor, adote as seguintes práticas:
- Plano de contas atualizado: Use uma estrutura contábil que reflita a natureza social da entidade e as exigências do SPED.
- Rastreabilidade total: Garanta que cada entrada financeira tenha um lastro documental claro (contratos, termos, recibos).
- Auditoria preventiva: Não espere a fiscalização chegar. Revise seus balanços periodicamente para identificar distorções técnicas.
- Foco em governança: A contabilidade deve ser vista como uma ferramenta de gestão estratégica e transparência em tempo real.
5. Demonstrações contábeis essenciais
A norma determina que o conjunto completo de documentos deve ser apresentado anualmente para garantir a validade jurídica:
- Balanço Patrimonial: Visão geral de ativos e obrigações.
- Demonstração do Resultado (DRE): Apuração do superávit ou déficit do exercício.
- Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL): Alterações nos fundos e reservas institucionais.
- Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC): Transparência sobre as entradas e saídas de caixa.
- Notas Explicativas: Onde são detalhados os métodos de avaliação e as gratuidades recebidas.
Proteja sua missão com gestão especializada
Dominar todas as exigências da ITG 2002 no terceiro setor requer um conhecimento técnico que poucas contabilidades tradicionais possuem. Em um mundo totalmente digitalizado, qualquer erro técnico pode custar a existência da sua instituição.
A Gestão Terceiro Setor é referência em transformar a contabilidade em um escudo de proteção e um motor de transparência para a sua causa. Deixe a burocracia complexa conosco e dedique sua energia ao que realmente importa: transformar a sociedade.
Sua prestação de contas está realmente segura para os padrões atuais? Entre em contato com a Gestão Terceiro Setor hoje mesmo e garanta conformidade total para sua organização!












